Aliando o antigo à inovação tecnológica: Cervejaria na Vila Bossa Nova, em Juazeiro, investe na sustentabilidade da energia solar

 

 

No início da semana, a cervejaria NordHauss, na Vila Bossa Nova, orla de Juazeiro, iniciou a instalação de placas solares fotovoltaicas, tecnologia que garante a geração de eletricidade sem produzir resíduos ou poluentes para o meio ambiente.

De acordo com o proprietário da cervejaria, o empresário Emerson Castro, estão sendo colocados 500 metros quadrados de placas solares, que são instaladas a partir de uma estrutura metálica flutuante.

“Esta estrutura metálica é colocada para proteger o prédio. Não causa nenhum dano ou ameaça a sua estrutura, muito pelo contrário, protege. Fizemos um projeto cuidadoso, considerando ser um prédio histórico. O Registro de Responsabilidade Técnica comprova a segurança do serviço. Também temos o parecer técnico da Coelba, empresa responsável para analisar a viabilidade do projeto”, esclareceu Emerson Castro.

O empresário esclareceu também que “a parte que é tombada, considerada patrimônio arquitetônico, é a linha frontal do prédio, e esta não sofreu qualquer intervenção”.

“Mesmo o telhado não sendo tombado, não sendo patrimônio histórico, ele não foi usado, pois a estrutura metálica vai ficar flutuante. Portanto, para tranquilizar os juazeirenses, esclareço que a fundação, os pilares não foram tocados. Estes são internos, são independentes. A fachada do prédio continua intocável. A instalação das placas não causa dano, e elas foram colocadas um metro acima da parte mais alta da cumeeira, não toca no telhado, e nem em nenhuma ripa sequer”, informou.

O empreendedor esclareceu ainda que o investimento teve como objetivo garantir uma fonte de energia renovável, em respeito ao meio ambiente, com o aproveitamento da radiação do sol para geração de eletricidade, sem gerar prejuízos ao equilíbrio natural do planeta.

“Estamos investindo em uma tecnologia adequada ambientalmente, sustentável, mais eficiente e econômica. Um consórcio entre o antigo e o moderno, respeitando todas as características, estrutura e história do prédio. Transformamos um prédio depredado, abandonado, em um cartão postal de Juazeiro, com todo zelo e responsabilidade, e continuaremos com o compromisso de investir em Juazeiro, com inovação, tecnologia e absoluto respeito ao seu patrimônio cultural e histórico”, reafirmou o empresário.

O empreendimento, inaugurado em dezembro de 2019, faz parte da Vila Bossa Nova, um complexo de lazer e entretenimento, com outros bares, restaurantes e parque infantil.

“É um princípio da NordHauss, que norteia também os nossos outros empreendimentos, a responsabilidade ambiental, social e cultural. Prova disso foi o investimento que fizemos na revitalização do prédio da Franave, abandonado há mais de vinte anos, respeitando, rigorosamente, sua estrutura arquitetônica, patrimônio de Juazeiro e da história da navegação no São Francisco. Recuperamos e preservamos a arquitetura do prédio, que estava completamente depredada, e atualmente o nosso empreendimento, juntamente com os demais implantados na Vila Bossa Nova, se constituíram em ponto turístico e de lazer para os juazeirenses”, concluiu Castro.

Da Redação PRETO NO BRANCO

Bahia concentra a maior parte dos abatedouros de jumentos sem equipamentos adequados. Exportação ameaça a espécie no Brasil

O Abate de jumentos para exportação cresce 8.000% e ameaça a espécie no Brasil. “A Bahia concentrou a maior parte dos abatedouros que passaram por inspeção federal.

Imagine um Brasil sem jumentos. Exagero? Pois a extinção desta espécie, de grande importância econômica e cultural – além do seu valor intrínseco – é uma possibilidade muito real.

O abate de jumentos para comercialização da pele no mercado externo, tanto legal quanto ilegal, está ameaçando a existência destes animais no País. O alerta é feito por pesquisadores da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP em artigo publicado numa edição especial do Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science sobre o bem-estar no manejo de jumentos e mulas.

O trabalho mostrou que, considerando apenas os registros do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o abate aumentou mais de 8.000% entre 2015 e 2019, quando foram mortos 91.645 animais. Entre 2010 e 2014, foram pouco mais de 1.000 abates em todo o País. Os pesquisadores apontam que o ritmo atual coloca em risco a espécie, cujo rebanho estimado no Brasil é de 400.000 animais, pois a taxa de reprodução não tem a mesma velocidade.

O abate de equídeos, como cavalos, mulas e jumentos, é aprovado no Brasil há muitos anos, e o decreto 9013/2017 oferece o arcabouço legal que permite o abate de jumentos e outras espécies. Com base em dados do Mapa, o artigo aponta que foram abatidos legalmente 135.254 jumentos entre 2002 e 2019. “Até 2010, a média era de 4.825 abates anuais; após cair para 46 por ano de 2011 a 2014, voltou a subir, chegando a 1.435 em 2015 e 2016”, relatam dois dos autores do artigo, o professor Adroaldo Zanella e a pesquisadora Mariana Gameiro, que realizou pós-doutorado na FMVZ.

“Em 2017, foram registrados 26.127 abates e, em 2018, o número subiu para 62.622, porém, em 2019, o abate legal caiu para 25 animais, pois a atividade foi banida do Estado da Bahia devido a uma ação da sociedade civil ajuizada em novembro de 2018, mas revertida em setembro do ano seguinte.”

As estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) sobre a exportação de peles cruas e couros, mencionadas no trabalho, incluem, além dos jumentos, cavalos e mulas, e mostram que entre 2002 e 2019, os principais destinos das exportações brasileiras eram Itália, Portugal, Hong Kong, Espanha e China.

“Entre 2002 e 2010, foram exportadas, em média, 7.354 toneladas de peles e couros por ano, a maior parte para atender à demanda de países europeus pela carne e couro de cavalos, mas uma proibição da União Europeia fez a média diminuir para 18,3 toneladas anuais entre 2011 e 2020”, apontam os autores do artigo. “Em 2019, as exportações foram de 98,8 toneladas, um aumento de 4.640% em relação ao ano anterior, que provavelmente está relacionado com o aumento do abate de jumentos e da exportação de peles, principalmente para China, Hong Kong e Vietnã.”

Ao pesquisarem o problema do abandono e desenvolverem um protocolo para avaliação de bem-estar para jumentos, em parceria com o projeto Animal Welfare Indicators, da União Europeia, os autores do trabalho tomaram conhecimento da demanda internacional pela pele dos jumentos.

“Na China, a elevação do padrão de vida da população criou demanda para produtos antes acessíveis somente à elite, como o eijao, uma gelatina extraída da pele de jumentos, ingrediente de tônicos e cremes faciais, usada na medicina tradicional chinesa para tratar anemia, problemas do aparelho circulatório e reprodutivos, principalmente em mulheres, além de insônia, sem nenhuma comprovação científica de eficácia”, apontam Zanella e Mariana.

“O aumento da demanda teve sérias consequências para a população de jumentos na China, que diminuiu 75% entre 1994 e 2018, segundo dados de 2020 da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).”

Como boa parte do mercado mundial de pele de jumentos ocorre de modo ilegal, os dados sobre o abate e sua venda no mercado externo não são muito precisos. “O que aconteceu foi uma ação predatória de captura de jumentos abandonados, roubos, compra de animais a preços irrisórios e transporte que atravessaram o Nordeste do Brasil sem as devidas comprovações de sanidade, colocando em risco a saúde animal e humana”, ressaltam Zanella e Mariana.

“A Bahia concentrou a maior parte dos abatedouros que passaram por inspeção federal. Tudo improvisado, sem equipamentos adequados e sem treinamento para o abate. O transporte e a aglomeração provocaram distúrbios metabólicos que causaram morte e sofrimento de milhares de animais.”

Oficialmente, apenas na Bahia foram registrados 84.112 abates legais de jumentos entre 2017 e 2019, porém os pesquisadores apontam que “o número real efetivamente é maior, em função dos abates ilegais ocorridos naquele Estado, com os animais sendo capturados em estradas ou comprados por até 30 reais para serem levados ao abate e terem as peles exportadas”.

“A ONG The Donkey Sanctuary calcula que, em 2021, 64 mil jumentos serão abatidos no Brasil e, considerando as perdas, o número de animais mortos pode chegar a 76.800”, afirmam. “De acordo com o último censo do IBGE, em 2017, a população brasileira de jumentos é de 376.874 animais, número que não inclui os animais abandonados, porém, muito inferior, por exemplo, ao número de cabeças de gado bovino, que ultrapassam os 200 milhões. Mantido o ritmo atual de abate, a existência da espécie está ameaçada, pois a taxa de reprodução dos animais não acontece na mesma velocidade.”

“A resiliência do jumento se confunde com a do povo nordestino, ele está na arte, na música, no folclore, e a ideia de que a comercialização da pele sirva a uma indústria sem benefícios práticos contraria suas expectativas.”

De acordo com os pesquisadores, a demanda pela pele para a produção de eijao levou os chineses à África e a outros países da Ásia, onde causaram enormes problemas para pequenos produtores agrícolas e empreendedores que usavam jumentos, pelo fato de que inflacionaram o preço e criaram um ambiente propício para o roubo de animais.

“Especula-se que, silenciosamente, o Brasil se transformou em um fornecedor de peles, especialmente pelo engajamento de empresários brasileiros que tinham ações de colaboração com chineses”, apontam Zanella e Mariana. “Tudo ocorrendo de uma forma muito desorganizada.”

Não existe uma indústria de abate de jumentos visando à produção de carne ou peles, levando ao uso improvisado de sistemas adotados para outras espécies. “Por exemplo, o banho de água no período pré-abate é extremamente aversivo para os jumentos, fazendo com que o animal se negue a caminhar, o que acarreta a utilização de choques elétricos para facilitar a locomoção”, destacam os autores do trabalho.

“Apesar da cadeia de abate de animais com inspeção federal do Brasil ser uma das melhores do mundo, houve muita frustração entre os fiscais ao constatarem que pessoas muito bem treinadas em abate de outras espécies fossem convidadas a operar em condições abaixo de seu nível de qualificação.”

O professor Zanella, coordenador do Centro de Estudos Comparativos em Saúde, Sustentabilidade e Bem-Estar (CECSBE) da FMVZ, desde 2016 supervisiona ações para melhorar o bem-estar dos jumentos na Bahia e no Ceará e orienta pesquisas para desenvolver estratégias de prevenção de acidentes com jumentos. Em sua pesquisa, Mariana analisou as diferentes representações sociais acerca dos jumentos nordestinos e os principais grupos de atores ligados ao comércio de peles, compondo um banco de dados qualitativos avançado para a criação de políticas públicas sustentáveis.

“A resiliência do jumento se confunde com a do povo nordestino, ele está na arte, na música, no folclore, e a ideia de que a comercialização da pele sirva a uma indústria sem benefícios práticos contraria suas expectativas, reforçando a mobilização da sociedade civil para proteger os animais”, concluem.

Mais informações: e-mails [email protected], com o professor Adroaldo Zanella, e [email protected], com Mariana Gameiro

Jornal da USP-Julio Bernades

Objeto estranho é visto no céu de Senhor do Bonfim

 

No último domingo (08,) um objeto estranho no céu chamou a atenção de um morador de Senhor do Bonfim. A  aparição misteriosa aconteceu quando o morador da Rua da Umburana(centro),notou no céu um objeto  trafegando da direita para esquerda em alta velocidade.

O vendedor Paulo Henrique estava na frente da casa quando registrou com celular o objeto cruzando o céu com uma luz brilhante. “Toda a observação durou poucos segundos, parecia grande e era muito rápido”, contou.

Sem saber o que pode ter sido, a testemunha garante não ter presenciado a movimentação de um meteoro,  satélite ou avião. “Estava muito alto …mas deu pra perceber que não era avião. É  a segunda vez que vejo”, enfatizou para  a equipe do falandotudo.com.

Novas regas para utilização do Bonfim Rotativo entram em vigor 

 

 


A pós a publicação do Decreto Municipal Nº 326/2021 passaram a valer as novas condições de exploração, operação, manutenção, gestão e controle do sistema de estacionamento de veículos automotores em vias e logradouros públicos através do novo Bonfim Rotativo.
“O Bonfim Rotativo foi criado no ano de 2012 com o intuito de melhorar o trafego de veículos em nossa cidade, mas acabou se tornando uma fonte de arrecadação de dinheiro através das multas aplicadas. Isso não poderia continuar. Com esse novo formato pretendemos proporcionar maior rotatividade dos veículos, trazendo muitos benefícios a população”, pontuou o prefeito de Senhor do Bonfim Laércio Junior.

Entre as principais mudanças para o Novo Bonfim Rotativo estão:

• Valor da Taxa:
Veículo de passeio: 2h – R$2,00
Caminhões e veículos de carga e descarga com até 4 toneladas: 2h – R$ 4,00

• O prazo para inserir o veículo no sistema que antes era de 10 minutos será ampliado para 15 minutos;

• Estacionamento rotativo para carros de passeio, caminhonetes, carro-forte, veículos de carga e descarga até 4 toneladas;

• Proibida a comercialização de quaisquer mercadoria na vaga do Bonfim Rotativo dentro do horário de Operacionalização;

• Com exceção de carro-forte, fica proibido o estacionamento de caminhões, ônibus e similares nas áreas do Bonfim Rotativo;

• Carga e descarga de mercadoria e congêneres serão realizados em locais e horários com sinalização vertical e horizontal especifico;

• O horário de operacionalização será de: segunda a sexta das 08h às 18h e aos sábados das 08h às 13h;

• O condutor que antes não inseria o veículo no sistema recebia uma multa no valor de R$ 195 reais, mais 5 pontos na carteira. Com o decreto quem não inserir seu veículo no sistema no prazo de 15 minutos, receberá uma notificação de irregularidade, tendo até 24h para sanar essa pendencia sem incidir em uma multa e sim no pagamento de uma taxa no valor de até 10 vezes o valor da tarifa, R$ 20 (vinte reais);

• Instalação de parquímetro;

• As motocicletas terão estacionamento específico em locais previamente estabelecidos por ato do Executivo, sem cobrança de tarifa;

• A gratuidade do idoso será aplicada apenas nas vagas especificas, devendo este deixar em local visível a carteirinha do idoso expedida pelo DMtrans.

Justiça torna réu médico que teria empurrado ex-namorada de prédio em Salvador

Justiça torna réu médico que teria empurrado ex-namorada de prédio em Salvador

Foto: Reprodução

A denúncia apresentada pelo Ministério Público estadual contra o médico Rodolfo Cordeiro Lucas pela tentativa de homicídio da médica Sattia Lorena Patrocínio Aleixo foi recebida na última sexta-feira (6), pelo juiz Vilebaldo José Pereira. Segundo o MP-BA, com o recebimento, o médico passa da condição de suspeito a réu do processo em que é acusado de cometer o crime de feminicídio na modalidade tentada.

Ainda de acordo com o MP-BA, a condição é em razão de Rodolfo Cordeiro ter praticado agressões físicas contra sua então companheira por razões de condições do sexo feminino, decorrente de violência doméstica e familiar. A médica caiu do 5° andar do prédio em que morava com Rodolfo (relembre aqui).

O pedido de prisão preventiva apresentado pelo promotor de Justiça Davi Gallo não foi avaliado (leia mais aqui).

Segundo a denúncia, no dia 20 de julho de 2020, por volta das 00h30, Rodolfo Cordeiro, após agredir fisicamente sua então companheira Sattia Lorena, empurrou-a na direção da janela do quarto do casal do apartamento residencial situado no 5º andar do Edifício Serra do Mar, no bairro de Jardim Armação.

Conforme o documento, o acusado teria forçado que as mãos da médica que a mantinha dependurada na janela se soltassem, o que provocou sua queda de uma altura de 15,5 metros, causando-lhe graves ferimentos.

 

O promotor de Justiça Davi Gallo ressaltou que o motivo do crime foi torpe, pois a “ação criminosa foi precedida de ameaças pelo agressor em face da vítima, reiterados momentos antes do desfecho trágico, e as quais decorreram do sentimento de posse e da não aceitação da ruptura do relacionamento pelo agressor”.

 

Ele complementou, ainda, que a vítima não teve qualquer chance de defesa, pois foi enforcada e agredida pelo denunciado, desvencilhando-se em determinado momento e permanecendo em pé em cima da cama do quarto do casal.

 

Nesse momento, acuada, teria sido empurrada pela janela e tido suas mãos desprendidas pelo denunciado do local que apoiava quando tentava se segurar, caindo em seguida.

BN

TRE-PE cassa 5 de 15 vereadores de Goiana por fraude eleitoral

 por Carlos Britto

Foto/reprodução

Cinco dos 15 vereadores de Goiana, na Zona da Mata de Pernambuco, tiveram seus mandatos cassados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) após denúncias de candidaturas laranjas de mulheres em suas chapas, para atingir a cota de gênero exigida. Além deles, 57 suplentes foram impugnados devido à fraude constatada pela Justiça Eleitoral.

Os vereadores que tiveram seus mandatos cassados são André Ferreira de Souza (PL), conhecido como ‘André Rabicó’; Ana Cristina de Melo Freire Gouveia Silveira (PL), votada como ‘Ana de Marcílio’; Ibson Gouveia de Santana (Podemos); Marcos Alexandre Soares de Almeida (PSD), conhecido como ‘Xande da Praia’; e Sidney Paulo dos Santos (Podemos), cujo nome eleitoral é ‘Sid do Caranguejo’. Os seus suplentes também foram impugnados.

A lei eleitoral no Brasil estabelece, desde 1997, que todos os partidos respeitem a cota mínima de 30% de candidaturas femininas para as Câmaras dos Deputados, as Assembleias Legislativas e as Câmaras municipais. No caso de fraude, toda a chapa pode ser cassada. (Fonte: G1-PE)

Mulheres negras em universidades públicas são maioria no Brasil

Discriminadas no mercado de trabalho, as mulheres negras tiveram uma série de avanços educacionais e são hoje o grupo mais numeroso das instituições de ensino superior públicas, mostram levantamentos recentes. Segundo análise dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar), as mulheres negras representam hoje 28,6% nas instituições públicas de nível superior. O levantamento é feito entre homens e mulheres brancos e homens e mulheres negros. (Angela Pinho)

Conjunto Penal em Juazeiro: Agentes Penitenciários denunciam irregularidades trabalhistas, falta de higiene na unidade e de valorização profissional

(foto arquivo)

 

 

Agentes penitenciários do Conjunto Penal de Juazeiro, no Norte da Bahia, voltaram a procurar a redação do Portal Preto No Branco, com novas denúncias de irregularidades trabalhistas, que estariam ocorrendo na unidade.

Entre as insatisfações dos profissionais está a falta de reajuste salarial e valorização dos trabalhadores.

“Já são quase cinco anos que trabalho no CPJ e ouço colegas falarem que desde 2012 não há ajuste salarial. Em 2018, após a criação da Associação dos Agentes Comunitários e denúncias, a empresa resolveu dá um pequeno aumento de R$67,00 e uma insalubridade baseada no salário mínimo. Isso é vergonhoso, pois também aumentaram as taxas que pagamos para a alimentação, transporte e Plano de Saúde, além de cortaram o pagamento de assiduidade. É a mesma coisa de dar com uma mão e tomar com a outra. Arriscamos nossas vidas diariamente, tanto dentro como fora do presídio, lidando com presos perigosos. Além disso, subimos em caixas d’água com mais de 20 metros de altura para olhar os níveis, sem nenhum equipamento de segurança. Tudo isso para ganhar um salário miserável de R$1.480,00. Estamos brigando por melhorias para a nossa categoria que é desvalorizada. Somos perseguidos e sofremos represália da própria emprega que nos contratou”, relatou o agente James Dean.

O profissional também reclama da falta higiene no Conjunto Penal e de queimadas que estariam ocorrendo na unidade.

“O refeitório é uma imundice. Nas horas das refeições, não conseguimos sequer comer direito. Há uma infestação de moscas no local, por conta de uma lagoa de fezes que tem dentro da unidade. Isso é vergonhoso, um presídio desse não ter um esgotamento sanitário. Além disso, sempre no final da tarde a empresa faz uma queimação de roupas e colchões dos internos que recebem alvará de soltura no fundo da ala feminina. Fazem uma fogueira imensa e isso é muito prejudicial tanto para o meio ambiente, quanto para a saúde dos funcionários, e para as internas. Imagine uma pessoa está presa e ficar respirando uma fumaça. Muitas internas já passaram mal por conta dessa ação irregular que a empresa vem fazendo”, acrescentou.

O agente penitenciário Ivan Júnior também reclamou da falta de pagamento da periculosidade, um adicional pago a trabalhadores que desenvolvem atividades de risco.

“Após denúncias à Gerência Regional do Trabalho esteve no CPJ, determinou que fosse pago aos agentes a periculosidade, mas até hoje nunca recebemos esse acréscimo. Será que não veem onde a gente está trabalhando, o risco que estamos passando? Já acharam até arma branca dentro de um dos módulos. Será que um agente vai ter que se ferir para os nossos direitos serem atendidos?”,

Ivan reclamou ainda de mais uma mudança na nomenclatura da função que os profissionais realizam.

“Agora mudaram mais uma vez a nomenclatura para função. Disseram que agora somos Monitores de Ressocialização. Só que têm funções que nós, como monitores, não poderíamos fazer, mas fazemos sim, fazemos tudo que um agente penitenciário faz. No CBO está outra função e na carteira de trabalho tem outra nomenclatura”, concluiu.

O Conjunto Penal de Juazeiro foi inaugurado em 2006 e desde 2008 é, administrado pela Reviver Administração Prisional.

A redação do PNB está encaminhando as denúncias à Delegacia do Ministério do Trabalho, ao Conselho Municipal dos Direitos Humanos e também solicitou esclarecimentos a Reviver Administração.

Original :Preto No Branco

Após ser elogiado por ACM Neto, João Gualberto diz que aceitaria ser seu vice

Embora evite falar sobre a composição de sua chapa para a disputa na próximas eleições, em 2022, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), já sinalizou que o prefeito de Mata de São João, João Gualberto (PSDB), seria um bom nome para caminhar ao seu lado na disputa pelo Palácio de Ondina.

Na manhã desta segunda (9), durante entrevista ao apresentador José Eduardo, na rádio Metrópoles, Gualberto disse que cultiva uma ótima relação com o demista e que aceitaria o convite para compor a chapa majoritária. Assim como Neto, o gestor foi cauteloso e disse que as conversas devem se intensificar apenas no próximo ano e que, neste momento, tudo não passa de possibilidades.

“Eu acho que sim, eu tenho uma boa relação com Neto, não apenas pessoal, mas, também, política. Assim como ele falou que as pessoas gostariam de me ver como vice, eu também gostaria de ser o vice de ACM. Ainda está muito distante é algo para ser resolvido no próximo ano […] Eu sou muito honesto nas minhas posições políticas, o povo não aguenta mais políticos mentirosos e dissimulados e acho que ele foi um ótimo prefeito para Salvador”, comentou o gestor.

Em entrevista ao Bnews, o deputado estadual Tiago Correia (PSDB) afirmou que a sigla pretende apoiar a candidatura do ex-prefeito de Salvador e que o nome de Gualberto seria apresentado para um possível nome para concorrer com vice.

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